A batalha de
Valdevez entre os
exércitos de D.
Afonso Henriques e
Afonso VII de
Castela não teve
um resultado
decisivo para
nenhuma das hostes
envolvidas. D.
Afonso Henriques
retirou-se para
Guimarães com o
seu aio Egas Moniz
e com os outros
chefes das cinco
famílias mais
importantes do
Condado
Portucalense,
interessadas na
independência. O
monarca castelhano
pôs cerco ao
castelo de
Guimarães mas o
futuro rei de
Portugal preferia
morrer a render-se
ao primo. Egas
Moniz,
fundamentado na
autoridade que a
posição e a idade
lhe conferiam,
decidiu negociar a
paz com Afonso VII
a troco da
vassalagem de D.
Afonso Henriques e
dos nobres que o
apoiavam. O rei
castelhano aceitou
a palavra de Egas
Moniz de que D.
Afonso Henriques
cumpriria o voto
de vassalagem. Mas
um ano depois, D.
Afonso Henriques
quebrou o
prometido e
resolveu invadir a
Galiza, dando
origem a um dos
momentos mais
heróicos da nossa
história. Vestidos
de condenados,
Egas Moniz
apresentou-se com
toda a sua família
na côrte de D.
Afonso VII, em
Castela, pondo nas
mãos do rei as
suas vidas como
penhor da promessa
quebrada. O rei
castelhano, diante
da coragem e
humildade de Egas
Moniz, decidiu
perdoar-lhe e
presenteou-o com
favores. Este acto
heróico
impressionou
também D. Afonso
Henriques, que
concedeu ao seu
velho aio extensos
domínios. Pensa-se
que esta terá sido
uma estratégia
inteligente por
parte de Egas
Moniz para que o
primeiro rei de
Portugal pudesse
ganhar tempo. Ao
entregar-se, Egas
Moniz ressalvava a
sua honra e também
a de Afonso
Henriques,
assegurando
através da sua
astúcia a futura
independência de
Portugal.