Na serra de Sintra,
perto do Castelo dos
Mouros, existe uma
rocha com um corte que
a tradição diz marcar
a entrada para uma
cova que tem
comunicação com o
castelo. É conhecida
pela Cova da Moura ou
a Cova Encantada e
está ligada a uma
lenda do tempo em que
os Mouros dominavam
Sintra e os cristãos
nela faziam frequentes
incursões. Num dos
combates, foi feito
prisioneiro um
cavaleiro nobre por
quem Zaida, a filha do
alcaide, se apaixonou.
Dia após dia, Zaida
visitava o nobre
cavaleiro até que
chegou a hora da sua
libertação, através do
pagamento de um
resgate. O cavaleiro
apaixonado pediu a
Zaida para fugir com
ele mas Zaida recusou,
pedindo-lhe para nunca
mais a esquecer. O
nobre cavaleiro voltou
para a sua família mas
uma grande tristeza
ensombrava os seus
dias. Tentou esquecer
Zaida nos campos de
batalha, mas após
muitas noites de
insónia decidiu atacar
de novo o castelo de
Sintra. Foi durante
esse combate que os
dois enamorados se
abraçaram, mas a sorte
ou o azar quis que o
nobre cavaleiro
tombasse ferido. Zaida
arrastou o seu amado,
através de uma
passagem secreta, até
uma sala escondida nas
grutas e, enquanto
enchia uma bilha de
água numa nascente
próxima para levar ao
seu amado, foi
atingida por uma seta
e caiu ferida. O
cavaleiro cristão
juntou-se ao corpo da
sua amada e os dois
sangues misturaram-se,
sendo ambos
encontrados mais tarde
já sem vida. Desde
então, em certas
noites de luar,
aparece junto à cova
uma formosa donzela
vestida de branco com
uma bilha que enche de
água para depois
desaparecer na noite
após um doloroso
gemido...