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O AMOR DE OUTRORA
Naidaterra
A cada mudança de estação,
mudava também o sentir dos
apaixonados...
Era viver cada etapa com leve sabor,
um tempero típico para cada momento.
Bom mesmo era na primavera,
perfume de flores, pássaros
cantarolando felizes...alguns,
até se aproximavam, sem receio.
Na madrugada era só magia...
Havia no luar um certo movimento,
como se suspirasse imitando os
namorados.
Noites prazerosas, gostosas de
contemplar,
não era tão negra, fria, triste e
inquestionável,
simplesmente era bela, doce,
delicada, perfumada e cheia de
mistérios...
Contos de fadas e leves sustos...
Ah! o amor de outrora, as trocas de
juras
com vozes cuja sonoridade eram
cristalinas
e tamanha era a doçura que sabiás
silenciavam...
Sinto tantas saudades!
mas me tens cativa eternamente
o amor de outrora...
março/2006
***
VIM AQUI SÓ PRA DIZER...
Naidaterra
Obrigada por ter me amado...
Amor insuperável, terno...apaixonado.
Deu-me um mundo e nele
colocou todos os meus desejos...
Teu amor foi bálsamo, lição e coragem.
Nosso amor ainda compõe, propõe ...
nada fica sem lugar, nosso
espaço é único, tanto que ainda me faz
vibrar todas as emoções...
Me pego rindo...é tua imagem
nítida na minha
mente, sem véus, sem névoas
e sem sombras, é você
diáriamente na minha tela...
Lembro de nossa infância...estivemos
muito tempo juntos, uma vida
inteira...
Vim aqui hoje só pra te dizer...
Obrigada por ter me amado e aconteça
o que for, sempre, sempre será
o meu amado.
Naidaterra
Março/2006
***
Abraça-me
Naidaterra
Você que é meu amor,
abraça-me forte, faz deste
abraço eterno, pois
é assim que no teu
peito sobrevivo.
Abraça-me sempre
e nunca para ti
morrerei...
E somente
ousem compreender
os que são dois
num só coração.
2006
Sampa
***
Beijar...
Naidaterra
Beijar tua boca
é uma idéia que me
ronda solta...
Tenho!
Fantasias loucas que
incendeiam minhas
entranhas...
Ter você!
É só uma questão
de tempo...
Naida
2006/sampa
***
SENTIR VOCÊ...
Naidaterra
Mesmo antes de tudo acontecer,
nossos olhos já sentiam saudades
e nossos corpos pressentiam uma certa
ausência...
Indecifrável esse sentir, mas tão real
quanto a premência de estarmos juntos
e fazer calar nossos desejos...
Um dia, o inverno se esconde
e o Sol se abre nos aquecendo,
ternura e loucura se misturam
e nossas bocas pareciam profetizar
nossos momentos,
tão longos quanto sentidos...
Sentir você despertou meu corpo
adormecido,
uma estrela escondida em busca de seu
brilho...
Ouvir tua voz ofegante sussurrando
teus desejos,
levou-me a delírios,
senti-me de repente uma flor em
eclosão,
ares risonhos, paixão, satisfação...
Sentir você me penetrando, caminhando
dentro de mim
nas dores de um intenso prazer
me fez reviver a mulher que sou...
Sentir a tua nudez na minha saciou
minha sede
e no fervor da tua boca, meu corpo a
você entreguei...
Sentir você é bom demais...
Antes, durante e depois....
***
ONDE ESTÁ ELE?
Naidaterra
Para alcançar as colinas joguei
fora a velha e suja vestimenta
vestindo-me de algo nunca visto
somente para encontrá-lo,
Ai!
Senti um cheiro que vinha dos
quatro pontos cardeiais
arrastando-se de tão denso
que era seu odor...
Putrefação!
Ouvi gritos de horror e vi
explosões nos campos sagrados...
Vejo a boca daquele que previniu
cheia de terra...
Ai!
O sangue se mistura ao Sal
da terra e sofre o amor, padece
bebendo a expressão amarga
nos rostos de quem os provou...
Onde está ele?
Reinas eterno e me é invisível
e o visível que me mostra é a fome
e a dor...crianças arrancadas
de úteros, da pátria mãe, violentadas,
exterminadas feito lixo...
Venha a mim!
Diga-me!
O animal racional homem está
armando crianças, dando-lhes armas,
treinando-as para matar...
Onde está ele meu irmão com
a boca cheia de terra...
Não é terra?
É destruição, aniquilamento, extinção?
SOPRA!
Naidaterra
julho/2006
***
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