Tu
nem sabes meu amor,
O
quanto te quero...
Neste mundo de intolerãncia.
Onde
dar as mãos é já complicado.
Tu
bem sabes ...
Dos
momentos sem amor
Dos
desertos, dos afectos
Da
loucura e da dor...
Uma
luz neste deserto
É
tudo que mais queremos
Um
gesto de afectos
Em
caminhos não serenos.
Tu
nem sabes...meu amor
Como
abrigo este gesto,
Por
razões não manifesto...
Num
todo interiorizado...
Em
momentos de desencontro.
Murmuro, então com ternura,
Nesta tarde de solidão..
Num
canto deste Universo
Um
sentimento , um gesto,
Atemorizada...
Mas
num desejo sem fim!!!
Murmuro só para mim
Mas
aqui para ti...para todos.
Assim ...enfim ...em rodos!
Maria Teresa Fernandes
***
MOMENTO
Na
quietude daquele momento
A
melodia dum sentimento
Amedrontado.
Na
plenitude dum procurar
E a
sinfonia do encontrar...
durante momentos
Um
repensar.
E
logo depois um realizar
Com
inquietude
E
algum receio
Do acabar...
1987
M.T.Fernandes
***
SOLITARIA SONHADORA
Se soubessem o meu sonho,
De mulher tão emotiva...
Iriam entender melhor
O grande amor à vida !
Num rodopio constante,
Sem tempo para «viver».
Já teria abandonado
Cada momento sofrido...
Os sonho, quando acordada,
Já não são tão atrevidos...
Mas, por vezes , a dormir
Surgem alguns bem floridos !
Gostariam de saber???
Mas eu não conto a ninguém.
Fica o segredo guardado,
Num cantinho sem ninguém!
V.N.Gaia, Junho/1996
M.T.Fernandes
***
Nos
invernos desta vida
Nos
invernos desta vida
Sonhei mil vezes , em vão.
Com
verões escaldantes
Sem
esfriar a emoção.
Verões quentes no viver
Dádiva então, sentida.
Era
bom receber...
Desde que fosse partilha.
Cativava o momento
Em
cada gesto amigo
Acalentava carinho
Guardava de mansinho.
Presente pouco suave
Com
bonanças passageiras.
Sonho ainda agora...
Com
verões sem canseira...
Docequimera( M. T. Fernandes)
***
No
meio da Natureza
No
meio da Natureza
Senti-me quase intocável.
Sobre a terra imaculada
Sentei-me naquela mesa.
Das escarpas dos anos,recordando
Todo alpinismo da vida.
Fiquei ali quieta...
Ouvindo a passarada,
Vendo a policromia.
Senti o colorido
Ali já sem nostalgia.
O
odor de tudo, invadindo
Do
interior da montanha,
Minha alma inquieta agora
Na
altura,
De solidez tamanha!!!
E
tudo se agitava
Juntando as naturezas
Era a minha memória,
Ali naquelas altezas.
A
esperança a raiar também
E
eis que junto do sol,
Ali fiquei mais parada,
Como um simples rouxinol.
M.
T. Fernandes (Docequimera)
***
MOMENTO
Estava um belo dia...
A pensar no meu passado.
Eis que a chega melodia
De
um violino afinado!!!
Quem será... pensava eu?
Ouvindo cada vez melhor.
Deixei , então de pensar...
Escutando em dó menor.
Aquele som reconfortante.
Chegado inesperadamente.
Captou, então meu sentir.
Que ficou mais docemente.
Desligado das memórias...
Menos serenas e capazes
De
ajudar no presente...
A
tornar-me mais audaz!!!
E
capaz de transformar
Os sentimentos negativos.
Obrigada melodia...
Captaste meus desatinos.
M.T.Fernandes