Um dia louco nesta louca cidade

  

Dia destes saindo de casa para acertar, detalhes de revisão e diagramação de um próximo livro, a pedido da editora, que aliás pertence a um grande  e fraterno amigo...  

A distancia de onde me encontro até a editora é perto. Talvez uns 15 minutos de caminhada mas que me faz muito bem, pois tenho por hábito ser muito observador, nada escapa ao meu olhar ora critico, ora  contemplativo.

Assim saio a andar por estas ruas e avenidas com um transito louco, de loucos cidadãos.

Ao andar em meio a esta multidão de transeuntes, observo o movimento compassado do alucinado vai e vem das pessoas desta cidade eclética, onde somos todos paulistanos, vindos de todos os cantos deste rico e extenso país, e porque não dizer do mundo, que aqui fixaram residência. 

Uma cidade onde todos  correm contra o relógio, pisoteiam, em sua pressa seus pares e irmãos, negligenciam com os  que nada tem e vivem jogados nos viadutos e marquises dos prédios. Tudo por falta de uma  opção social melhor ou mesmo por serem possuidores de um caráter fraco e de uma mente doentia, sem preparo, sem coragem para enfrentar a vida e que acabam  entregando-se  muitas vezes à bebida e às drogas, descendo ao  mais tenebroso terror d`alma em que pode chegar o ser humano.

Subterrâneos da existência, decadência moral, física e por fim a espiritual.

Levando o pobre indigente na maioria das vezes a morte. 

Isso posto, volto ao meu caminho até a editora...

Próximo a um cruzamento da Avenida Paulista, onde esta situado o cerne financeiro que movimenta este pais, ali na esquina da Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, bem próximo a uma banca de jornal, com espanto noto uma pessoa completamente alienada, com as calças arreadas até a altura dos joelhos, olhando o que deveria ser os fundilhos da calças, literalmente com a bunda de fora, ao sabor da brisa em uma cidade poluída e pulsando vida, em total e completo alheamento em relação aquele pobre demente. 

Carros passavam ao largo. Naquele horário, sem congestionamento, alguns trafegavam devagar outros correndo, mas um fator interessante fez com que eu parasse e me perguntasse: Porque ?

Ninguém parecia notar aquela pessoa que suas partes intimas expunha ao publico de uma avenida superlotada com todos os tipos de pessoas, que pareciam não notar ou ignoravam completamente a cena? 

Aí! Neste ponto fico estarrecido.

Onde esta o senso de compaixão,  de fé , do amor entre irmãos  do ser humano? Em que mundo nos vivemos ? Onde foi parar o amor a Deus e ao próximo?

Em que lugar deixamos a máxima  cristã “amai-vos uns aos  outros,amando ao próximo como se fosse a ti mesmo”?

E em nossa meteórica trajetória pelas ruas da cidade inúmeras vezes nem notamos que eles existem.

Mas fica uma pergunta no ar.

O que leva uma pessoa a ter seus direitos e deveres desdenhados por pura alienação, onde acaba por se tornar um paria da sociedade, levando uma vida medíocre diante das possibilidades que a sociedade e o poder público  poderiam lhe oferecer, tais como:

saúde, alimentação, educação, cultura, esporte, lazer, trabalho, liberdade, dignidade e cidadania? 

Qual  a distância existente entre o idealizado proposto pelas leis ora  outorgadas que todos os cidadãos têm reconhecido pelo estado o direito ao atendimento, assegurando assim as suas necessidades básicas da vida? 

Na verdade  faz-se necessária urgência de atos políticos,  projetos sociais, que  possam ir ao encontro das ansiedades de toda uma população, dando soluções que viabilizem a vida plena,fazendo ser possível a vivencia e a  convivência pacifica e harmônica, numa real justiça social. 

E sem pensar que existem direitos e também deveres.  

Aquele pobre ser humano alienado continuava de cabeça baixa  procurando ainda alguma coisa nos fundilhos de suas calças e nesta busca, virava as nádegas  para o meio da rua com os carros passando rente, quase atropelando aquela pobre criatura desnuda e sem tino, que sem perceber o perigo que corria, virava  para a calçada apinhada de gente de um lado para outro. Alguns esboçavam um leve sorriso e  passavam ao largo sem se importar com o fato apesar de acharem ridículo a situação daquela insana criatura.

Mas... Era somente mais um mendigo pelado com a bunda de fora em plena avenida . 

Quem sabe quando a população tomar conhecimento que para se mudar uma situação é necessário união e mudanças que impreterivelmente tem de se iniciar dentro de nós, dentro de nossa casa. Se  mudarmos nossas atitudes, influenciaremos os nossos vizinhos e deste modo progressivamente.

Se assim agirmos, não mais será utópica a tão almejada  Paz e a segurança no Mundo! Mas...

Que tal começarmos, eu e você? 

Talvez com esta mudança de atitude, consigamos não mais ver estes alienados sendo pisoteados, atropelados, com a bunda de fora ao sabor da brisa...

 

Luís Carlos Mordegane

umvelhomenino

©2004

 

***

 

Simplesmente, pai!    

 

    Nos dias atuais as características dos pais estão mudando, já não são tão distantes e relapsos. Passaram a encarar sem o temor da responsabilidade, do  radicalismo do machismo, o fato do pai ser tão importante para o filho como a mãe, dividindo a educação com igualdade

   Deixaram de assistir a distância o crescimento dos filhos, participam de suas derrotas e de seus sucessos.

   Hoje se fazem mais presentes, são atuantes, trazendo para seus filhos a figura paterna participativa desde os seus primeiros dias de vida.

 

   Ser pai é ter no filho o espelho de tudo o que queríamos para nós e lutamos para que nos superem em tudo. E também para que mantenham sua individualidade.

   Não é só emprestar um espermatozóide para atingir a posteridade e ser um eterno coadjuvante.

   É ser também mãe,”pãe”, quando se faz necessário e,  ir para o fogão preparar a mamadeira, acalentar o bebê quando as dores na barriga o incomodarem, trocar as fraldas sempre que preciso for, aconselhar nas crises e respeitar as decisões por eles tomadas. Estejam certas ou não. Mas deixou de só ser simplesmente  dizer um sim ou um não.

   Ser pai é acima de tudo, ser amigo, educar com maestria, carregar no colo, mostrar o lado bom e o lado ruim da vida e ensinar para seu rebento que tudo pode ser melhor, sempre que houver dedicação naquilo que se fizer.

 

   Por outro lado, nem sempre o bom pai é na verdade o pai biológico. Às vezes o carinho com que os pais adotivos tratam seus filhos supera em muito o de certos  pais biológicos.

   Ser pai é saber dizer não e ser firme quando é preciso,  mesmo que isso cause intensa dor, desde que seja no intuito de educar o filho, mostrando que na vida tudo tem um limite e que devemos respeitá-lo sempre.

   Na verdade o bom pai tem de ser um exemplo claro de retidão de caráter. É nele  que se espelhará o filho, será nos seus atos que ele balizará seus valores e caráter.

   Ser pai é estar presente em todas as situações, não ser omisso,  participar de todos os momentos, bons e ruins, amparar quando preciso for, rir, chorar. Não importa, mas esteja ali.

   Encare este desafio com amor, carinho e dedicação. Dê banho, leve para passear, conte historinhas, brinque, role na areia, seja atrapalhado, mal humorado. Enfim, seja amigo, companheiro, confidente e, acima de tudo, aprenda a dizer eu te amo.

   Seja especial para alguém tão especial. Seja simplesmente Pai.

 

   Luís Carlos Mordegane

   umvelhomenino

   ©2007

 

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Restos de um conto 

 

É noite! Solitário, pensativo, desço as escadarias do prédio, sentindo-me o mais ínfimo dos homens. As luzes da avenida Paulista cintilavam, os faróis dos carros ofuscavam, num alucinado bailado de cores.  

Saí andando a esmo, sem destino.

Naquele momento necessitava andar, andar, andar e andar, até perder-me nas luzes da cidade. E assim, caminhar em busca do nada, dentro do caos que se formara em minha mente. 

Mas, nesta caminhada sem rumo, sem metas, na verdade acho que busco a mim mesmo. Sem entender o por que, procuro por entre tantos pobres e infortunados, coitados, degredados do convívio social por esta sinistra máquina capitalista que rotula as pessoas de forma cruel. Procuro por pessoas desconhecidas, pessoas vulgares, indigentes, alcoólatras, parasitas, escrotos. Na verdade procuro os párias desta cidade completamente estranha ao meu convívio. Talvez tenham eles a sabedoria que procuro. 

Vejo-os sorrir. Chegam a gargalhar, ali, jogados nos beirais dos prédios e lojas comerciais, encolhidos sob toldos das bancas de jornal.

Meu Deus como é terrível a vida que levam!

São pessoas que a primeira vista inspiram dó e compaixão, mas eles riem e riem... 

Observo sem conseguir encontrar motivos e tentando entender: como é possível?  Qual é a magia ou talvez a química especial de que são eles ungidos para rirem tanto, a ponto de se engasgarem e até chegarem as lagrimas? 

Não vejo sentido!

Será porque eles simplesmente vivem?

E a eles isto, por si só, já basta?

Não sei, não entendo! Pensei encontrar sentido para muitas perguntas, mas nada encontro... 

Não vejo entre as pessoas a chama que incendeia minh’alma, nem lenitivo para tanta dor. Absurdamente do nada para o nada!  

Retorno ao meu apartamento decidido a dar um tempo à minha mente, ao meu corpo que acaba por ser massacrado pelo excesso de tensão e para que eu possa, dentro de minha perplexidade, me achar.  

Resolvo sair novamente. Sei que estou saindo só!

Pego meu carro na garagem e perseguido por meus milhares de fantasmas, vôo pelas ruas e avenidas da cidade.

Entro no primeiro caixa eletrônico que encontro, retiro algum dinheiro, nem sei para que ou porque.

Não importa para onde irei. Quero sair de mim, do mundo! 

Loucamente avanço o sinal vermelho, indo sempre em frente, buscando algum escape para alguma autopista. Assim, poderia dar vazão a toda energia negativa que estalava em meu peito, tal qual madeira verde ao queimar-se na lareira. 

Perco-me em devaneios e lembranças que fustigam minha mente e sigo, sempre em frente, o tempo passa.

Não olho meu relógio mas vejo a noite passar... Alucinadamente, como eu!

O velocímetro marca 160 km por hora e neste momento, num piscar de olhos, um forte clarão ofusca minha visão...

Devo ter me perdido....

Não existe mais estrada!

Porém continuo voando por sobre uma relva verde. Já não sinto a brisa a tocar meu rosto, os faróis e as lanternas que via distantes,  desapareceram.

Busco em minha mente um rosto, mas nada encontro. Foram-se como as estrelas, como a lua cheia que sorria beijando meus lábios com seus raios, deixando somente o vazio, o escuro, o  breu...

 

Neste instante morri! 

 

Luis Carlos Mordegane

umvelhomenino

© 2007

 

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      Os poetas, a poesia e a sociedade...

 

      Nos dias atuais quando o capitalismo, o consumismo e a prática de todos nós, indicam que se vale, ou o que se têm, ou os contatos que se têm. Em que por mais que brademos  tomados de indignação, fazemos todos nós um belo discurso... 

    Vivemos  e carregamos a tatuagem de uma sociedade egocêntrica, hipócrita e indiferente à miséria humana. Sucumbimos, sem distinção, aos impérios da neurolingüistica e do network, nos quais seus papas aconselham que só teçamos relações com pessoas bem sucedidas ou que nos elevem a tal patamar.   

   Num universo humano em que assistimos a escalada da violência e onde todo dia temos um referendo à impunidade, à falta de ética e a degradação dos velhos e bons valores. Onde a regra é vencer, ser bem sucedido, ou parecer ser. Num contexto social onde não há limites e dignidade parece coisa ultrapassada... 

   N’um poético lamento, leva o poeta com seus versos os seres humanos à refletirem nos valores que acicatam suas vidas.  

   Traz a poesia, no seu bojo, a beleza e a pureza que existe incrustada em todo ser humano. Emergem através da sensibilidade do poeta todos os sentimentos. Assim, desencadeia ela, a conscientização,  buscando atingir a maior quantidade de pessoas possível.

   Acrescenta a poesia, de forma eficaz e melódica, a valorização da vida e do ser humano. Não importa se lida ou ouvida, desde que o seja. Tampouco importa se ecológica, política ou romântica. Importa sim,  que o poeta  traga à si o compromisso de só a usar quando para através dela, ser agente formador ou de transformação. Não pode perder o poeta o referencial de que o afinizar leva à reflexão, ao auto-conhecimento. Mesmo que seu leitor faça uma releitura, que seus versos ganhem outra dimensão, ainda assim, não abuse, não minorize, não subestime. Seja o porta voz confiável! 

   Quiçá consigam os poetas, com seus versos, tocar a ínfima parcela da essência humana onde reside os verdadeiros sentimentos de fé, resistência, persistência e esperança. E que seus versos propagados à todos os recantos do mundo, iluminem obscuros corações com lampejos de carinho, ternura e amor.

   Pois assim, talvez atinjamos a compreensão de que é urgente um resgate de valores para que tenhamos um mundo mais justo onde exista e coexistamos em paz.

   Inicie a mudança, no texto e no contexto!

   

    Luís Carlos Mordegane

     © 2007

 

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Do Caos À Criação

 

O que está acontecendo com nosso mundo? 

Hoje o tão discutido aquecimento global é uma realidade, deixou de ser olhado como mera ficção cientifica. Em todo o planeta estão ocorrendo mudanças climáticas assustadoras, geleiras estão se desfragmentando nos pólos elevando assim o nível de água nos mares. 

Aqui, no Brasil, sentimos os efeitos na incrível seca da Amazônia à enorme desertificação das terras do nordeste. Mudanças climáticas são notadas em todas as regiões do país.

Visto que já se formam furacões e tornados nas terras do sul.

 

 “O efeito estufa poderá fazer a seca no Nordeste durar o ano  inteiro, causar fortes tempestades no Sul e no Sudeste e levar  ao desaparecimento de trechos da costa”, fonte Jornal Estado de São Paulo 27/02/07.

 

São fenômenos extremos, claros e decorrentes das queimadas irresponsáveis e das devastações das florestas no mundo.

  Isso, sem contarmos a queima de combustível fóssil pelos automóveis, pelas industrias poluentes, pelas usinas termoelétricas que acabam com a camada de ozônio.

 

“Relatório polêmico:

Depois de uma semana de reuniões em Bruxelas, os mais de 400 cientistas que participaram da segunda parte de um relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) concluíram que mais de 1 bilhão de pessoas poderão sofrer com a falta de água em um futuro próximo e que as populações mais pobres do mundo serão as mais afetadas pelo aquecimento global.” (Fonte portal IG).

 

Se todos os fatos que estão acontecendo no planeta não levarem o ser humano à reflexões exaustivas e à uma completa reformulação em suas  vidas. Se os nossos governantes não se unirem em prol de um único ideal, adotando políticas e medidas responsáveis ecologicamente, não haverá futuro.

Veremos  milhões e milhões de pessoas morrerem nas catástrofes que assolam o mundo, como ilustram os últimos acontecimentos.

 

Ainda existe tempo, pensem nisso... 

 

Luís Carlos Mordegane   

©2007

 

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  Amores e Amizades Virtuais!  

 

Quando estamos mais vulneráveis?

Seria quando passamos a gritar nossas carências?

Talvez por não existir uma exposição visual, por ser apenas alguém do outro lado de uma maquina, que apenas lê o que digitamos, mas os sentimentos estão ali, eles são reais e mesmo que a exposição visual não exista, sentimos em nosso âmago cada palavra ali digitada.

Onde dois seres se entregam a um louco sentimento tão profundo ou maior ainda, que poderiam imaginar existir em um relacionamento virtual.

Virtualidades... Um olhar  perdido no nada, sem ver. Somente imaginar o ser amado, beijos digitados porém não menos sentidos, saboreados,degustados.

Anseios inimagináveis, coração acelerado, olhos pregados em uma tela  fria.

Espera por tempo infindo pelo ser amado no mais  profundo encantamento.

Com enlevo toca com as pontas dos dedos a tela que estampa uma imagem, a imagem do seu bem, que distante do outro lado do continente sente-se querido, desejado e vive seus dias a esperar ansioso o momento de poder tocar a pele macia, olhar dentro dos olhos do ser amado e assim sentir ser realmente desejado, acariciado com o brilho que aquele olhar há de irradiar.

E assim as  pessoas abrem suas almas seus corações, pois  ninguém as vê corar tremer ao digitar.

Então,  criam personagens, compram  e vestem  a idéia, acreditando   piamente naquela caracterização, germinam assim amizades, aproximam-se afinidades

Neste momento não importa se do outro lado esta um poeta, um empresário ou alguém insano.

Homem ou mulher rica ou pobre somente a certeza de uma alma  solitária. Neste momento a distancia  deixa de existir, o que importa é que encontramos enfim companhia.

Passamos a digitar com carinho escolhendo as palavras a serem digitadas adornando as mesmas, com frases de efeito, para impressionar jogam e se inebriam com a delicia da sedução.

Às  vezes esquecendo que por traz de uma maquina existe  alguém:  corpo, alma , mente e coração

Que  recebe cada galanteio como um néctar dos deuses, guardando  cada palavra ali digita a sete chaves em local secreto em seu coração com carinho e devoção.

Palavras  necessárias para suprir suas carências, fazendo  com que sua fantasia passe a reger os  dias  de sua mais pura e palpável realidade.

E  em alguns casos  a imagem real da pessoa, é exatamente o contrario do que pensamos e do que nos foi passado.

 

E  nestes momentos sofrem os internautas, a dor do engano nascendo, a mágoa que fere sem piedade aquela coração que ousou acreditar e comprar a idéia vendida com tanta ternura, carinho, amizade e emoção, em varias noites de insônia onde prostrados em frente a maquina. Sem sentir cansaço, apenas a emoção de se dar e receber.

Oxalá pudessem todos os internautas, simplesmente reavaliar seus atos, antes de fazer com que seres humanos, se  magoem e se fechem para o mundo real.

Tudo isso porque faltou sensibilidade, sinceridade e amizade, pois se elas existissem isso não ocorreria.

Um amigo verdadeiro jamais magoaria, o amigo!

Com certeza preferiria ser por ele magoado, entenderia, pois era amigo.

 

Internautas, atentem para este simples detalhe, mas que tem uma importância vital.

Em todos os relacionamentos virtuais ou mesmo os relacionamentos ditos reais,  por traz desta tela  fria de um computador, existe alguém lendo e devorando ansiosamente todas as palavras, que são ali digitadas e dando créditos reais as mesmas. Com os sentimentos expostos e com o coração a pulsar de amor e de uma infinda paixão, a sorrir como crianças com o carinho recebido.

Ou poderão, com sua insensatez,  fazer que  injustamente, derramarem lágrimas

amargas de tristeza, amargura e solidão.

A escolha é somente sua ... 

 

Luis Carlos Mordegane

(umvelhomenino)

© 2005

 

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