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AH, MEU
POETA...
©Antonieta Elias Manzieri
(declamação de Astir Carr)
Há muito
que me fazes viajar,
por
caminhos que desconheço,
mas que
tenho em grande apreço,
mesmo
sem conhecer o lugar...
Ah, meu
poeta... Quisera eu
poder
cobrir-te com tantos beijos,
satisfazer-te todos os desejos,
e saber-te, somente meu...
Ah, meu
poeta, se eu pudesse...
Soltaria
as amarras que nos separam,
nesta
vida onde nos maltratam,
seguiria contigo para onde tu
quisesses.
Mesmo
sabendo que o risco é eminente,
mas,
qualquer coisa é melhor nesta vida
em que a
felicidade nos é proibida
e julgam
nosso amor insensato, incoerente.
Ah, bem
que poderíamos meu poeta,
transmudarmos à outra esfera ou
planeta
Onde não
usassem a hipócrita etiqueta
da
inexistente moral, ou da falsa ética.
Ah meu
poeta, meu poeta! Quem dera... |