A Dor Que Mais Dói.

Akasha De Lioncourt

(declamado pela autora)

A dor que mais dói, eu a sinto,
Não é a saudade, é a mentira.
Ilusão que o tempo desmascara,
E nos cava, no peito, uma sepultura.

A dor que mais dói, não a desejo,
Nem mesmo àquele que ma provocou.
Se morro, levo comigo toda a angústia,
De um lindo amor que não se realizou.

A dor que mais dói, ainda latente,
Faz-me escrever esses versos de amor.
Busco abrandar a tamanho sofrimento,
Pois não pode ser eterno esse dissabor.

A dor que mais dói, comigo carrego,
Ela entorpece, emudece, adormece.
Os meus sentidos já não consigo externar,
Estou morrendo, e nem teu amor me pode agora salvar.

A dor que mais dói, já não dói tanto,
Trucidou-me os sentidos, matou minh’alma.
Destroçou esperanças, pousou em meus sonhos,
Nada mais me resta, além da espera calma.

A dor que mais dói, já não mais existe,
Levou consigo o melhor que havia em mim.
Hoje sou apenas sombra do que fui outrora
E nada mais em mim há para se apagar... 

                                         05/07/2004 – 13:30 horas.

IMAGEM DO FUNDO: Pôr-do-Sol em BV8/Roraima/Brasil (fronteira com a Venezuela - Foto de Mercêdes Pordeus

 

 

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