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Deserto Inconstante
Será que devo acreditar em ti ?
Já te proibi inúmeras vezes
de falar que me ama.
Diga, por exemplo
que me queres na cama.
Seria bem mais honesto
não causaria ilusão, querida.
e, quando um dos dois partisse
não abriria a ferida
o adeus, seria só mais um gesto.
Meu coração é um bunker
cercado
de arame farpado
e, mesmo assim tu insistes.
jurando que ainda me quer.
Resisto às tuas investidas
e continuo a ser um Saara,
árido – sem arbustos de paixão
somente répteis rasteiros de
tesão.
Mesmo assim, desejas ser meu
oásis.
Querida,
sou caso perdido.
Ame a tua vida
viaje em outro navio,
procures um outro desvio.
Sou pôquer sem apostas
– nada a ganhar !
Sou deserto inconstante
- dunas traiçoeiras
movendo-se a todo instante.
Dionisio Teles
&
Oásis de Luz
Em meio a temores e
desconfianças,
Quero surgir feito oásis na tua
vida...
Sem qualquer interesse obscuro,
Apenas o de refrescar seu
cansaço estéril...
Permita-me amolecer esse
coração,
Enrijecido pelas areias do
tempo...
Se temes ser amado, sofres, e
muito,
Pois o amor é sentimento inato
da alma...
Não basta o desejo, o tesão, a
luxúria,
Pois são efêmeros, e só o amor
permanece,
Se temes sentir seu coração
estremecer,
Temes a vida, e acabarás por
querer morrer!
Sei que me repelís, e
mandaste-me embora!
Mas, não posso crer que sintas o
que dizes...
Blefas...
Tentando assustar-me,
Mas não tenho qualquer receio de
ti.
Estou aqui, teu oásis fresco e
puro,
Matarei sua sede e saciarei tua
fome,
Podeis vir, sem medo,
Nada exigirei de ti,
Apenas que respeite o meu amor!
E, ainda que insista em refugar
meu amor,
Abandonando meu seio e meu
regaço,
Jamais me esquecerá,
Pois estou em teu corpo,
Feito tatuagem, marcada a ferro,
Mas, respeitarei tua vontade,
E, tal como último ato,
De uma tragédia inacabada,
Baixarei as luzes sobre o palco,
E cerrarei as cortinas da
ribalta...
Akasha De Lioncourt
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