Amar Até Pode Dar Certo... Mas Dói!!!

É, quem disse, um dia, que amar dói, disse a maior de todas as verdades.
Amar dói, machuca, e nos dá a sensação de estar sempre faltando um pedaço.
Não adianta saber que dói, pois o coração não segue os conselhos da razão. Ele é burro, teimoso, adora se meter em encrencas amar a pessoa errada e nos fazer sofrer. De que adianta amar tanto, se ao final disso tudo sobrarão lágrimas e pesadelos? Talvez seja melhor não amar.
Mas, como deter esse coração burro, bobo e teimoso, se ele teima em desobedecer as ordens da razão?
Ah, ingrato! Que faço contigo se não segues as minhas diretrizes, te apaixonas e me judias? Trancar-te-ei num calabouço imaginário e não poderás, em momento algum, sair de lá pois não tens condições de andares à solta, me colocas em fria sempre que fazes isso.
É, certíssimo quem afirmou que “amar dói”! Dói mesmo! Dói porque exige que o vivamos intensamente de corpo e alma. Exige que enxerguemos com os olhos do coração e este coração é míope, só vê o que lhe interessa. Dói crescer, dói amar dói mais ainda perder esse amor, descobrir que se amou sozinha, sem fluxo de volta e sem correspondência.
Amar pelos dois? Isso não existe! Amor tem que ser bilateral, fluxo e refluxo, ida e volta. Amar tem que ter sabor de goiabada com queijo, Romeu e Julieta (com final feliz, claro!). Nada de descobrir que não amava, ou que o amor era pouco e se acabou. Amar tem que valer a pena, sempre!
Mas, amor não vale a pena só porque acaba? Não! Não é esse o termômetro que indica se valeu ou não a pena. Mas, se foi um amor verdadeiro, recíproco, imortal enquanto durou, então valeu a pena!
Mas, se foi um amor em vão, enganado iludido ah esse amor só trouxe dores, como pode ter valido a pena? Mesmo que tenha havido momentos “felizes”, são momentos que a desilusão não conseguiu compensar.
Esse não é o amor contado nos romances exaltado pelos poetas, cantado pelos intérpretes. O amor pra valer a pena tem que ter sabor de “quero mais”. Até quem ama sozinho pode valer a pena, desde que ele saiba dessa condição, como amou Platão. Mas, se houver má fé no amor, não vale a pena! Amar não suporta sentimentos negativos, ele precisa de um “fermento” a mais.
Amar até pode dar certo, mas, precisa de cuidados, de carinho, dedicação... amar precisa de amor!!!
É amar dói, dói muito! Amar é um parto, tão doloroso quanto! Amar é parir um filho todos os dias. O amor, quando acaba, é uma gestação interrompida, um sentimento abortado.
Amar é como sentir saudade, dói, porque nos faz sentir uma necessidade constante e premente de sermos amados e lembranças nos levam a querer sermos lembrados.
Dói amar... dói crescer... dói sentir saudade! Ah, dói! Amor exige atenção, exige cuidados exige emoção, alegria, precisa cultivar a cada dia. Ah, amar!
Acho que nós, seres humanos, ainda não estamos preparados para vivermos um grande amor. Não estamos predispostos a rasgar o coração e nos entregarmos por inteiro. Para viver um grande amor, é preciso mais do que puro amor, mais do que propriamente amor.
É preciso saber renunciar em nome desse amor, vencer o egoísmo, a individualidade, aceitar unir dois em um. Estamos nós preparados pra isso? É amar realmente dói, fere nosso Ego nos torna grandes, mas pode causar danos. Amar até pode dar certo... Mas dói!!!


09/08/2004 - 12:00 horas.
Akasha De Lioncourt

***

Erotismo e Sensualidade
Crime, Pecado ou Engorda???


"Quem nunca teve um pensamento erótico, que atire a primeira pedra"

Quem acha que pode viver sem sentir um toque de sensualidade e erotismo em sua vida, não sabe realmente o que é viver... não experimentou a vontade de abraçar alguém, não rasgou o coração numa paixão desenfreada, enfim, permitiu que a vida passasse sem se permitir viver intensamente.
Quando falo em erotismo e sensualidade, não falo na banalização do sexo, como temos presenciado e vivenciado no nosso quotidiano. O que vemos nas novelas e nos filmes, é a comercialização do sexo, a apelação que busca audiência, a banalização das relações homem-mulher. Não, eu falo da sedução que é praticada desde os primórdios da humanidade, ou antes dela, desde o surgimento do primeiro ser vivo no planeta.
A prática da sedução é inerente a todos os animais, e isso não é novidade. Vemos o tempo todo, os machos de todas as espécies procurando atrair sua fêmea para o acasalamento. Claro que sabemos também que o macho mais sensual e mais atraente é quem sempre leva o prêmio da conquista. E, se funciona assim entre todas as espécies, porque funcionaria diferente entre nós, seres humanos?
Antigamente, os homens das cavernas conquistavam suas mulheres com uma pancada na cabeça, hoje eles as conquistam com corpo sarado, ou então um bom papo, mas, a arte da sedução existe desde que o primeiro homem colocou os olhos na primeira mulher... e a desejou.
O erotismo e a sensualidade são inerentes em todos nós... não podemos confundir com pornografia, que é a comercialização pura e simples de sexo... quem se sente ofendido ao ler um texto erótico, bem escrito, com ilustrações artísticas, seja uma foto ou um quadro, deve se preocupar com a sua sexualidade que é reprimida, ou então, assumir ser um falso moralista. Erotismo não denigre a imagem de ninguém, o que pode fazer com que isso aconteça é a vulgarização do ‘verbo erotizar’... ou, se preferir, do verbo amar.
A arte da conquista está justamente na dosagem entre o sensual e o vulgar, o erótico e o pornográfico. Até os casais precisam constantemente exercitar a arte da sedução, e conquistar, dia-a-dia, seu parceiro ou parceira. Sexo não é tudo numa relação, mas, certamente, um casal que possui uma vida sensual e sexual ativa, consegue conversar muito mais sobre todo o quotidiano de suas vidas. Falta erotismo no quotidiano dos brasileiros, assim como em todos os seres humanos... alguém já parou para pensar nisso com seriedade?
Um casal que consegue vencer os tabus sexuais herdados dos pais, avós, e tantos outros que sempre pregaram que sexo por amor é sujo, e que prazer é incompatível com o ato da procriação, certamente se conhecerá muito mais do que quem viveu a vida inteira julgando que deveres maritais eram apenas para cumprir a máxima bíblica "crescei e multiplicai e povoai a terra". Amar não é pecado!! Cultivar esse amor com doses de erotismo, sensualidade e prazer muito menos!!! Pecado é algo que o homem criou e desenvolveu no tempo, moralização é algo muito mais complexo do que discutir se o amor entre duas pessoas deve ou não incluir o item PRAZER!
Sentir vergonha de ver um corpo nu é fruto da educação retrógrada que vêm desde a Idade Média, quando o clero quis moralizar a Igreja Católica, impondo uma interpretação tendenciosa dos ensinamentos bíblicos. Até o celibato dos padres é fruto dessa política doentia que inibe o amor em todas as suas formas. A nudez não pode ser considerada como algo pecaminoso, mas, relacionada dentro de um contexto. Quem julga a nudez por si só deve ter sérios problemas para olhar-se nu diante do espelho. Acaso sentirá vergonha sob o chuveiro, durante o banho? Sentir vergonha de explorar o corpo que Deus nos deu é renegar a si mesmo... quem não se reconhece e não consegue ver o que vai dentro de si mesmo, jamais poderá conhecer outrem profundamente, ainda que seja na sua sexualidade.
As convenções sobre erotismo, nudez e sensualidade foram criadas pelo próprio homem, no decorrer dos tempos, mas, esqueceram que somos seres naturalmente dotados dessas características, nascemos assim. Essas características vão ficando mais potencializadas à medida que tomamos conhecimento de quem somos, e do que precisamos para nos sentir completos. Amor e Sexo caminham de mãos dadas, logo, necessitamos atrair para sermos notados. Reprimir esse instinto natural é um estupro emocional e suas conseqüências são desastrosas... daí a enorme quantidade de casais que passam a vida juntos e não se conhecem, os divórcios, e a prostituição que aumenta a cada dia... sem falar nos desvios comportamentais relacionados com sexo, como pedofilia, que nos causa náusea, mas tem origem psiquiátrica e sabe Deus em que tipo de repressão imposta desde a infância. Causa asco? Sem dúvida que sim, mas, não acontece por acaso. A repressão sexual e a destruição da auto estima de uma criança podem ter conseqüências catastróficas. E, o mais interessante é que os responsáveis por essa repressão são sempre ilustres representantes de uma sociedade hipócrita, defensores da religião, dos bons costumes, enfim, falsos moralistas que, certamente, possuem a imaginação tão pervertida e deturpada que acham que todos possuem os mesmo desvios.
Descobrir-se enquanto homem ou mulher não é crime, o autoconhecimento deve ser pleno, inclusive acerca de nossa sexualidade, nossa capacidade de sedução e nosso erotismo inerente. Não se furtem a essa experiência, não permitam que lhes imponham regras de conduta socialmente aceitáveis, se estas lhes violentam o direito de ser felizes.
Não estou defendendo uma sociedade semelhante a Sodoma e Gomorra, não defendo a depravação e a degeneração da sedução, mas, defendo o direito de vivenciar o amor em sua forma mais pura, através do toque, do carinho, da comunhão do prazer, do ato que faz com que duas pessoas se sintam uma só, mas, sem culpas ou tabus para sufocar esse momento sublime. Sensualidade e romantismo são irmãos, necessitam um do outro para existir.
Portanto, não tenham medo de ser quem são, não permitam que idéias pré-concebidas lhes roubem o prazer de se descobrirem por inteiro.
Saber seduzir é, antes de tudo, uma arte maravilhosa, e requer conhecimento irrestrito mas, antes de tudo, precisamos nos despir dos preconceitos que somos obrigados a digerir desde o ventre materno. Não se sinta mundano por gostar do seu lado erótico, certamente será mais feliz se o explorar com sapiência e naturalidade. Não se culpe por amar-se sem medos. Jogue fora o preconceito e seja feliz...

02/05/2006
Akasha De Lioncourt

***

idade do idoso

Há alguns meses eu estava viajando em férias e uma coisa me chamou a atenção: havia, em um determinado restaurante um estacionamento e dele tomava conta um senhor com cerca de setenta anos de idade. Fiz questão de fazer uma foto com o “jovem cuidador” de veículos estacionados e mostrar meu chapéu novinho em folha e meu sorriso “colgate” para o clique sem flash da minha máquina digital. E então perguntei a ele porque ficava ali, sob a chuva, cuidando de carros se nem sempre ninguém ajudava com um real sequer. E ele me disse que havia se aposentado por tempo de serviço e não encontrava mais nada para fazer. Isso me fez pensar no desvalor que nossa cultura ocidental tem com os chamados idosos. Aqui, nossos velhos são fardos tão pesados que costumamos transferir a responsabilidade a terceiros para que cuidem deles nos asilos e casas de repouso. Aqui, um homem com mais de 40 anos é inapto para buscar um novo emprego e sua experiência conta pontos (negativos, claro!) nessa busca incessante por trabalho digno que lhe permita o sustento de sua família. Aqui, um aposentado só serve para jogar xadrez na praça com os amigos e ser tratado como um inútil pelo resto da família e nunca paramos para pensar no potencial que eles possuem para contribuir para o nosso crescimento, seja pessoal, seja econômico, seja humanitário. Também não paramos para pensar nos nossos idosos na faixa dos 18 a 30 anos, talvez um pouco mais, talvez um pouco menos mas infelizmente os que mais preocupam. Esses idosos desperdiçam sua existência com dramas familiares, vícios diversos e, principalmente, falta de amor. Falta amor por si mesmo, falta amor pelo próximo e por Deus acima de todas as coisas. Eles também são idosos vítimas do sistema pois não há mercado de trabalho para quem nunca trabalhou na vida e então nos sobra uma faixa etária muito pequena de seres aptos a construir um país inteiro com seu trabalho e sua mão-de-obra especializada. E se nossos idosos ensinassem nossos pequenos idosos? Talvez a experiência que falta para uns sobre para os outros... Seria uma boa saída para readaptarmos nossos valores carcomidos pelo preconceito e pela mania de digerir os enlatados dos países de primeiro mundo?
Não sei... Não sou a dona da verdade absoluta e jamais tentei ou tive a pretensão de sê-lo, mas já passei pela fase idosa número um e caminho para a fase idosa número dois. Nesse intervalo procuro absorver todo o conhecimento que me for concedido e pretendo utilizá-lo mais adiante, quando ninguém mais quiser saber a opinião de uma pobre poeta proseadora cuja vida está se apagando... Só sei de uma coisa: não quero passar por esta vida em vão e muito menos ver a minha e a sua geração ser dizimada como se idade fosse uma doença contagiosa letal. A idade não incapacita, o preconceito sim. E viva a diversidade!


10/10/2007 – 13:50 h
Akasha De Lioncourt

***

Prazer Solitário (Erótico)

Ela chega em casa e de repente se dá conta: está só... em plena sexta-feira à noite, ela não tem qualquer compromisso a não ser consigo mesma. Nada de baladas, nada de encontros, apenas a sóbria companhia do velho livro de cabeceira, boa música... e o silêncio.
Ela promete que vai tomar um banho de espuma, ficar pelo menos uma hora sentindo o aroma da água quente lhe adentrando as entranhas. Está cansada, exaurida, mas, acima de tudo... só. Vai para o banheiro, abre a torneira e deixa a água subir... coloca seus sais prediletos, música suave, acende um incenso... abre o champagne: vai brindar a si mesma!
Deita sob a água e sente o calor invadir-lhe a alma... a água acaricia-lhe a pele, o perfume inebria... ela relaxa, pega a taça e bebe mais um pouco do champagne. Fecha os olhos, e começa a sonhar.
Nesse sonho, mãos acariciam-lhe o corpo, desnudam seu corpo e sua alma, explorando cada milímetro da pele que vai ficando arrepiada ao correr dos dedos... sente o prazer aumentando a cada toque macio que sua imaginação lhe imprime ao corpo... abre os olhos... nossa! Mais de uma hora sonhando...
Começa a enxugar-se, a toalha macia, movimentos vigorosos, como querendo espantar os pensamentos... acordar o corpo, tirando do devaneio que acabara de viver.
Vai para o quarto, olha os lençóis recém colocados na cama, macios, cheirosos... não resiste...deita-se.
A vontade de permitir que os devaneios aflorem novamente é mais forte, então, ela se permite fingir que não está só... e, de repente, seus dedos percorrem seus lábios, descendo pelo pescoço, acariciando sua pele. Sente sua pele arrepiar-se, o corpo reagindo aos toques... os mamilos começam a intumescer, ela os acaricia com a ponta do indicador, em movimentos suaves, semelhantes à língua que passeia em torno daquele biquinho antes de iniciar as mordidelas que precedem à sucção que causa frisson... ah, como ela queria sentir aquela boca sugando seus mamilos, sedenta, faminta... sente que seu sexo fica úmido, afasta um pouco as pernas para permitir-se sentir o aroma do cio, como querendo excitar ainda mais o amante imaginário que se apossava do seu corpo com fome de amar... e consegue...
Aquela boca faminta, quente, começa a deslizar por sua barriga, deixando um rastro de fogo provocado por sua língua que queima ao menor contato... ela percorre o caminho mais curto até encontrar a fonte de todo o desejo que sente nesse momento...
Afasta mais as pernas e começa a acariciar as coxas, beijinhos, língua, descendo até a virilha... os gemidos roucos vão ficando mais altos, palavras desconexas são proferidas sem que "ele" páre de seguir rumo ao pequeno tufo de pelos aparadinhos que escondem aquele clitóris intumescido que implora para ser tocado, sugado, mordiscado... ao primeiro toque, ela geme alto, perde o controle e inicia um movimento com os quadris como querendo facilitar as carícias... ela sente aquela língua percorrer seu sexo de maneira como jamais sentira antes.
Clitóris inchado, percebe a lingua passeando por entre seus lábios vaginais...delira de prazer... grita... percebe que está sendo penetrada com a língua enquanto dedos habilidosos massageiam seu clitóris com maestria... sem resistir, derrama sobre aquela língua imaginária seu fluido corpóreo que é absorvido com sofreguidão... São orgasmos simultâneos, consecutivos, uma mistura de gemidos e palavras sem qualquer sentido, o corpo sendo sacudido como se eletrocutado por 1200 volts de puro tesão...
E então, ela sente seu corpo inteiro relaxar... não sente as pernas tamanho o relaxamento que experimenta... e entrega-se a esse momento de prazer solitário como um soldado que retorna de uma dura batalha... adormece sorrindo.

(07/08/2006)
Akasha De Lioncourt

***

Happy Hour de Prazer (Erótico)

Helena chega em casa mais cedo naquela sexta-feira de calor escaldante e o que mais deseja é uma bela chuveirada para recuperar as forças e revigorar as energias. Impossível suportar o calor que fazia e nem mesmo o ar condicionado conseguia abrandar por completo, fazendo seu corpo ansiar por aquele jato de água que a esperava ansiosamente. Entra no quarto e... Surpresa! Encontra Miguel, seu delicioso marido, adormecido deliciosamente nu na cama do casal. A toalha displicentemente jogava na cama, de lado, não escondia nada daquele corpo perfeito, bronzeado, que não trazia marca da sunga... Seus olhos passearam de cima abaixo e faiscaram diante daquela visão inebriante. Mas ela precisava de um banho... Ah! Correu para o chuveiro antes que mudasse de idéia.
Entrou na água e sentiu o choque térmico provocar-lhe arrepios na nuca... seu corpo estava tão quente que poderia queimar quem a tocasse naquele momento. Pensou se era apenas o calor que a atormentava ou o desejo de devorar lentamente o marido que dormia inocentemente sobre a cama... concluiu que eram ambos os motivos. Deixou que a espuma macia do sabonete líquido acariciasse seu corpo por inteiro e depois, como toque final, hidratou-se demoradamente antes de enrolar-se na toalha e seguir para o quarto.
Olhou novamente para Miguel, que aparentemente desistira do happy hour costumeiro das sextas feiras com amigos e fora para casa, talvez pelo mesmo motivo que ela própria havia decidido sair mais cedo e ir pra casa. Sentiu o cheiro agradável do perfume que havia se espalhado pelo quarto e sentou-se na espreguiçadeira ao lado da cama, para ficar observando confortavelmente o ressonar tranqüilo que ele experimentava.
Inconscientemente, viu-se acariciando a própria barriga. Seus dedos deslizavam e então abriu a toalha e se permitiu ficar nua como o maridão estava. Ajeitou-se melhor, e passou a tocar seu corpo com mais intimidade, imaginando que era Miguel quem a acariciava com mãos e língua... Ah, aquela língua gostosa que a fazia enlouquecer todas as noites.
Colocou o indicador na boca e molhou-o em sua saliva, passando a acariciar os mamilos logo depois. Era a língua de Miguel a lhe percorrer a aréola do seio com delicadeza e sensualidade... A outra mão acariciava o outro seio e começava já a descer pelo abdome macio, em direção ao seu sexo umedecido pelo desejo de fazer amor.
Não conseguiu conter o gemido quando seus dedos lhe tocaram o sexo que àquela altura estava molhado e intumescido, tanto quanto os seios que experimentavam as carícias da outra mão de Helena. Os olhos fechados lhe permitiam imaginar que era Miguel, seu príncipe adormecido, quem lhe proporcionava tamanho prazer e desejo.
De repente, percebe que não está mais só na árdua e deliciosa tarefa de explorar seu corpo faminto... Sente uma língua quente tocar-lhe o clitóris e massageá-lo com tesão e volúpia... Abre os olhos e vê Miguel, já desperto e cheio de desejo, apossando-se daquele vulcão prestes a entrar em erupção que era o corpo de Helena. As mãos dele já lhe percorriam o corpo todo, chegando aos seios, enquanto a boca sugava todo o néctar doce e generoso que a esposa lhe entregava sem qualquer resistência. Os gemidos altos faziam com que ele a sugasse mais e mais, sem, contudo, permitir que a esposa atingisse o orgasmo, esse seria um momento para partilharem juntos.
Sua língua começa a subir pelo abdome de Helena, até alcançar os seios, que ele suga com volúpia e tesão extremados, enquanto o dedo massageava a vulva e a mantinha molhada e pronta para ser possuída. Beija a boca molhada e entreaberta, sugando a língua, mordiscando os lábios, devorando como uma fera devassa enlouquecida pela presa.
Helena arranha suas costas e o puxa para si, num frenesi descontrolado, explorando o corpo que suas mãos conhecem tão bem e sabem exatamente como excitar para proporcionar o maior prazer possível. O contato dos corpos causa uma explosão alquímica que magia alguma poderia jamais explicar... E o desejo de fundirem-se em um só corpo é unânime entre os amantes insandecidos: não são poucas as tentativas para alcançar esse intento... A comunhão de corpo e mente, sexo e tesão, desejo e luxúria faz deles um só corpo, uma só alma, buscando o objetivo comum que é o clímax da relação.
E, como vasos comunicantes, sentem o momento em que o orgasmo se torna inevitável... Miguel olha para a esposa cheio de desejo e inicia a jornada maravilhosa de penetrá-la com seu membro rijo, pulsando fortemente, bem devagar. Ele quer sentir cada milímetro do seu falo adentrando aquela vulva apertada que lhe comprimia e massageava deliciosamente à medida que ia sendo preenchida com maestria. Ele a penetra por inteiro e começa a ondular dentro dela, devagar a principio e depois acelerando para proporcionar-lhe mais prazer a cada estocada firme e consciente. Helena geme alto e profere palavras desconexas, implorando que ele não pare e que ambos gozem juntos, o que acontece logo depois, numa explosão alucinante de gemidos, gritos e estremecimentos involuntários que sacodem os corpos de ambos sobre a espreguiçadeira.
Sem sair de dentro dela, Miguel a toma no colo e a leva para a cama, aonde, abraçados, permite-se a entrega total aos braços de Morfeu, num sono reparador e preparatório para a noite que perpetuaria aquele happy hour de prazer. Mas essa é uma outra história.

(17/12/2006 – 10:00 h)
Akasha De Lioncourt

***

O Forasteiro na Tempestade

Ela há muito esperava aquelas férias. Guardou vários dias de folga e alugou a tão sonhada cabana no alto de uma montanha. Rústica, mas com todo o conforto da modernidade. Os planos para aquela primeira noite, sem TV e sem companhia eram um bom banho de banheira, um lanche gostoso, chocolate quente e um bom livro próximo a lareira. A previsão do tempo dizia que ia chover e ela mal esperava para ouvir os primeiros pingos da chuva batendo no telhado de colmo. Aquele cheirinho de chuva na terra molhada era, no mínimo, afrodisíaco.

Levou as malas para o quarto, abriu-a e separou seus sais de banho, incenso aromático, uma lingerie confortável e bonita e seu roupão predileto. O aquecimento central garantiria que o frio não a incomodaria por deixar as pernas descobertas, mas, não abria mão de um par de meias bem delicadas para proteger os pezinhos pequenos e delicados que detestavam ficar frios.

Abriu uma garrafa de vinho e colocou no gelo... com uma taça na mão, tirou toda a roupa e entrou naquela água aconchegante e perfumada. Sentiu-se como uma ninfa que se banha em algum lago perdido no Olimpo... a sensação era tão boa que chegou a quase adormecer deitada na banheira. Ouviu, então, os primeiros pingos de chuva caindo e percebeu que eram grossos e pesados... era uma tempestade se aproximando.

Saiu da banheira, com a sensação de ter sido massageada por um deus grego, tamanha a sensação de relaxamento que o banho lhe proporcionara. Ah, só em pensar que deixara tudo para trás para curtir suas férias sem qualquer imprevisto, até deixara o celular desligado e o telefone ninguém tinha... queria paz, descanso e só assim seria possível.

Foi para o quarto, enxugando-se vigorosamente, a pele até um pouco avermelhada apesar da maciez da toalha. Hidratou a pele, do pescoço aos pés com um creme suavemente perfumado, sentindo a mão deslizando por sua pele macia. Vestiu a calcinha branca, que contrastava com o tom moreno da sua pele e o soutien que delineava seus seios. Entrou dentro do roupão felpudo e aconchegante... era tudo o que ela precisava naquele momento: maciez e conforto.

Foi para a cozinha preparar algo para comer. Já começava a sentir fome e um lanche cairia muito bem naquele momento. Nem olhou para o relógio. Ali, as horas não interessavam. Fez um lanche gostoso com pão integral, fatias de carne previamente aquecidas, queijo, muita salada e, na chaleira, chocolate quente com rum, para aquecer. Lá fora, a chuva caía impiedosamente.

Ela já estava ajeitando a bandeja sobre a mesinha da sala quando ouviu baterem à sua porta. Pensou que estava imaginando coisas... quem sairia com aquela tempestade para vir bater ali, no meio do nada? Ouviu nova batida e resolveu atender. Com um tempo daqueles não se deixa ninguém do lado de fora e poderia ser alguma emergência.

Quando atendeu, deparou-se com um dos homens mais perfeitos que já encontrara em toda a sua vida. Ele parecia um deus mitológico, um Adônis moderno, um Apolo... moreno, alto, olhos negros com uma expressão indecifrável, pele bronzeada, que indicava que ele não vivia por ali e, portanto, devia estar em férias, como ela; a boca mais linda que ela já vira e logo sentiu uma imensa vontade de beijá-la sem parar.
Ele logo se desculpou por incomodá-la tão tarde e com tanta chuva, mas, seu carro parara ali perto e não conseguira fazê-lo funcionar. Será que ele poderia esperar por ali até que a chuva passasse e ele pudesse verificar o que acontecia no veículo?

Ela responde que sim, convida-o a entrar e lhe oferece algo para beber, bem quente... ele estava completamente encharcado e a água estava gelada. Fala para ele tirar a roupa molhada enquanto ela lhe emprestaria um roupão quente e seco. Vai até o quarto e pega aquele roupão largo e gostoso que ela amava para tentar resolver o problema das roupas do forasteiro. Quando retorna para a sala, ele está apenas vestindo a calça e a camisa, que, por estar encharcada, marca e delineia o peito forte e másculo. Ela lhe entrega o roupão e indica o lavabo, aonde ele poderia trocar-se.

Enquanto isso, vai até a cozinha preparar um outro lanche e pegar outra caneca para dividir o chocolate quente. Iria ajudá-lo a aquecer-se e dar uma sensação de conforto pela friagem recebida sob a chuva.

Ele sorri, grato, diante de tanta hospitalidade e senta-se junto a ela para comer. Conta que vive montanha acima durante dois meses do ano, é quando quer ficar em paz e relaxar de toda a correria do dia a dia. Elogia o lanche nutritivo e gostoso e o chocolate quente tão saboroso como jamais havia tomado.

Seus olhos, negros e brilhantes, brincam com ela, assim como a boca que lhe sorri... um sorriso lindo, claro, radiante. Pergunta se ela está gostando da cabana e diz que os donos são seus velhos conhecidos. Ela responde que está amando o toque moderno que os proprietários deram à rústica cabana , pois souberam combinar conforto sem quebrar o encanto daquele pedacinho de céu no meio da montanha. Foi amor à primeira vista.

Ela se levanta para levar a bandeja para a cozinha, e a caneca, vazia, escapa de suas mãos... a tentativa de resgatar a caneca antes de quebrar-se faz com que ambos, ato reflexo, abaixem-se rapidamente, mas ele é mais rápido. Seus olhos se cruzam pela primeira vez, e ele não desvia o olhar, fitando-a longamente. Hipnotizada por aquele olhar, ela não consegue desviar-se, e sente que o inevitável vai acontecer.

Ele inclina o corpo em direção a ela e seus lábios se tocam pela primeira vez. Primeiro, gentil, explorando os lábios carnudos dela, depois, um pouco mais exigente, como se estivesse sedento daquela boca por toda a sua vida. Beija-a longamente, e a toma nos braços, levando-a para o tapete felpudo que está nas proximidades da lareira. Deita-a, sem parar de beijá-la, e se aconchega ao seu lado puxando-a para si, como se desejasse fundir seus corpos em apenas um.

Em determinado momento, afasta seu rosto e olha para ela, que está com os olhos brilhantes, lábios tentadoramente inchados pelos beijos longos, pele rosada, e um sorriso de satisfação que parecia o de uma criança saciada de doce. Volta a beijá-la, sem tanto furor, abrindo seus lábios delicadamente e invadindo sua boca com a língua, buscando a dela, enroscando-se deliciosamente, enquanto a mão afrouxava o laço do roupão, libertando a fragrância quente e gostosa que emanava daquele corpo macio.

Sentiu a pele dela arrepiando-se ao toque de suas mãos... passeou com os dedos pelos contornos do soutien, até encontrar o fecho, que fica na parte da frente. Abre-o, libertando os seios e começa a acariciá-los com a mão. Ouve os gemidos dela, mas não liberta sua boca... ao contrário, beija-a mais e mais, enquanto sua mão desce pelo abdome macio, até encontrar a calcinha. Toca-a, por sobre o tecido. Sente que ela está quente e provavelmente úmida. Afasta suas pernas delicadamente e acaricia-a, ainda sem tirar a calcinha, permitindo que ela fique ainda mais úmida e cheia de desejo. Sufoca seus gemidos com beijos calientes e exigentes, mas não deixa de acariciar cada milímetro daquela pele macia e cheirosa, que o deixou insano desde o primeiro momento em que colocou os olhos nela.

Adentrou aquele pequeno pedaço de tecido, ela estremeceu da cabeça aos pés ao sentir o toque dos dedos em seu sexo... gritou... um grito sufocado pelos beijos deliciosos que só aquela boca saberia lhe dar. Lágrimas rompem em seus olhos, tamanho desejo desperto por aquele homem que surgiu no meio da tempestade. Ele lhe acaricia o clitóris, massageia, percorre seu sexo com a mão, enquanto ela, convulsa de tanto tesão, desejo, geme, chora e pede para que ele a possua.

Mas ele quer mais... desce com a boca até seus seios, acaricia os mamilos com a língua, mordisca-os delicadamente e, ato contínuo, suga-os como um bebê faminto, arrancando gemidos e frases sussurradas que não fazem qualquer sentido. Sua boca desliza pela pele macia e cheirosa até chegar à calcinha,que ele tira, delicadamente, com a boca... depois, retorna beijando-a desde os pés, acariciando-a com a língua, enquanto se acomoda entre suas coxas, e começa a beija-las, passando a língua molhada e descendo até a virilha... ela geme, morde os lábios, afoga os gritos, até que sente que ele está sugando seu clitóris e levando-a ao delírio... o grito, tantas vezes contido, escapa-lhe dos lábios e o corpo todo estremece, convulso, tamanho o prazer que aquela boca fantástica lhe proporcionou. Jamais ela imaginara que fosse encontrar alguém como ele, que lhe proporcionasse o máximo de prazer, desejo, tesão e cuja química fosse tão perfeita... seu corpo pede mais, mais, e ela geme, pedindo... quer senti-lo dentro dela, quer ser possuída por esse homem antes que ela descubra que tudo não passou de um sonho. Ele, entre suas pernas, deliciando-se no néctar que escorre por suas entranhas, orgasmos múltiplos e aquele fluido alimentando-o do desejo que sente por ela.

Depois de bebê-la intensamente, ele volta a beija-la, cobrindo seu corpo com o dele... o roçar dos corpos, deixando-a mais e mais excitada, até que ele a toma para si, penetrando-a profundamente... seus corpos em movimentos sinuosos, uma dança deliciosa em que o objetivo principal é atingir o ápice do prazer...

Ela nunca teve alguém tão pleno dentro de si, tão absoluto e seguro de si e do encanto que sabe provocar... entrega-se a ele por inteiro, permite que ele lhe explore o mais íntimo de si, e, quando menos espera, sente o gozo aflorando, seu corpo estremece, ela o abraça e puxa mais ainda para si... é quando ambos explodem num gozo convulso, gemidos e gritos abafados por beijos avassaladores, ambos se fundindo em um único ser... pleno e saciado.

Ficam assim, agarradinhos, ouvindo a chuva que ainda cai do lado de fora... agora mansa, como que acompanhando o ritmo dos amantes, que, extasiados, repousam, satisfeitos...

No dia seguinte, ele se vai, mas a promessa é voltar logo, para que, juntos, possam curtir todos os momentos que conseguiram partilhar, graças a uma tempestade e a um carro enguiçado. E ela pensou que iria passar sua primeira noite de férias sozinha!!!

(08/08/2006)
Akasha De Lioncourt

 

***

 

 

 

Powered by CódigoFonte.net

 

contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site